Arquivo de HOPE

4 dias…

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , on 27/12/2008 by PedroRibeiro

É galerinha, ta chegando…o problema é que eu fiz tudo isso aqui tão correndo que nem falei ao certo o porque desse blog e nem mesmo o que de fato farei. Pois bem, antes tarde do que nunca certo?

Bom, em resumo eu estou indo pra Africa. Mas Africa? muitos me disseram. Sim, Africa. Mas Como? Quando? Onde? você deve estar se perguntando, pois vamos partir do começo…

Eu vou fazer um trabalho voluntário na Africa com Educação de jovens e crianças e com saúde e combate à AIDS, vou pela ong Humana People to People – http://www.humana.org/default.asp – Na verdade eu vou trabalhar emumdessesprojetos,mas em qual e onde na Africa exatamente eu ainda não sei, pois antes de partir rumo a Africa eu irei para Dowagiac, Michigan EUA, onde farei um treinamento para me tornar um Instrutor de Desenvolvimento na IICD – http://www.iicdmichigan.org/default.asp – Todo esse programa tem duração de 14 meses, sendo ele dividido em 3 partes 

·         6 meses de treinamento no IICD

O treinamento consiste na preparação do time de voluntários, para o trabalho que será realizado futuramente. O treino oferece cursos de língua, economia e cultura do país em discussão (Brasil, Equador e Continente Africano – diversos).

Durante os dois primeiros meses do período de preparação, a descrição das funções específicas será determinada e a sua equipe se reune pra decidir quem vai desempenhar cada uma das funções oferecida pelos projetos.

O voluntário adquirirá competências práticas e teóricas, através do trabalho em equipe. Estudará o movimento Humana People to People e seus projetos, e arrecadará fundos para custear gastos decorrentes ao período pós-treinamento (passagem de avião, vacinas e seguro médico).

O sistema de ensino é baseado, acima de tudo, no próprio participante. Este conduzirá todo seu processo de aprendizagem, e se responsabilizará por ele mesmo.

Este período também pode ser aproveitado para trabalhar em algum projeto ligado ao projeto que será desenvolvido futuramente. Como por exemplo, estabelecer parcerias com organizações/comércios na América do Norte, para recolher material escolar para as escolas vocacionais na  Zâmbia.

 

 o    Arrecadação de fundos:

Arrecadação de fundos é um trabalho feito em equipe, e é obrigação de todos os voluntários que iniciarem o programa. É uma forma de custear todos os gastos decorrentes de viagens, alimentação, transporte, entre outros, que o time apresentar durante o período e treinamento e pós-treinamento.

A arrecadação sempre é feita fora dos parâmetros da instituição, e pode ser feita basicamente de tres formas. Batendo de porta-em-porta, explicando os objetivos e os princípios da Humana People to People, juntamente ao projeto que será liderado por você futuramente. Podem ser utilizados todos os tipos de comunicação e criatividade para se conseguir esta ajuda. Segunda forma é a coleta de roupas. Os voluntários participam do programa Clothes Collection, e ajudam a situar novos pontos de coleta. A terceira consiste em descobrir eventos ou pontos estrategicos onde você, junto com seu time, possam apresentar o programa e seu projeto as pessoas.

 

Também podem ser efetuadas as seguintes idéias:

o    Venda de rifas;

o    Solicitação de doações em igrejas ou organizações;

o    Inserção de artigos em jornais locais, informando sobre o trabalho desenvolvido, solicitando doações;

o    Solicitação de doações porta a porta, ou entre familiares, amigos, entre outras ideias;

o    Exposição de banners e stands IICD em zonas comerciais;

o    Organização de eventos (teatro, música, artes etc.).

 

·         6 meses de trabalho de desenvolvimento

O trabalho é feito em colaboração com a organização internacional Humana People to people, e é neste período que poderá ser aplicado todo o conhecimento adquirido durante o período de treinamento e preparação, percorrido pelos voluntários anteriormente.

Um instrutor de desenvolvimento é alguém que trabalha no desenvolvimento dos projetos, e deve ser capaz de se adaptar a um ambiente que vive em constante mudança, realizando as mais variadas tarefas.  Em qualquer um dos projetos, os voluntários terão direito a alojamento e uma ajuda de custo para a alimentação e transporte.

 

·         2 meses de “Camp Future”

Este período consiste na apresentação de toda experiência adquirida, para voluntários que estão iniciando o mesmo projeto. Fotos, jornais e cartas serão preparados para o período de treinamento de próximos times.

 

 

PROJETOS

PROFESSORES DO FUTURO

Em dezembro de 2004 um dos programas EPF (Escola de Professores do Futuro) da Humana People to People, membros de Angola e Moçambique, celebraram a graduação do professor n0 3.000, treinado num destes colégios. Atualmente há 3.600 alunos formados. Mais de 90% dos professores graduados estão trabalhando em escolas primárias em vilas rurais, propagando a educação em Angola e Moçambique.

Estes professores podem fazer o treinamento em 6 escolas em Angola e 7 em Moçambique, todas operando em cooperação com o Ministério da Educação, em Moçambique desde 1993 e em Angola desde 1995. Em 2003 outro colégio da Humana People to People começou a funcionar em Malaui, com o primeiro time formado em 2005.

Comparado com a necessidade de professores por ano, esta realização parece pequena em números. A graduação de 3.600 professores têm, contudo, acrescentado uma significante marca na figura educacional destes países, através da melhora da qualidade dos professores e das pessoas na comunidade, ajudando solidamente na escola primária e com fortes ligações entre as comunidades.

A tarefa de educar as crianças em escolas nas vilas, geralmente sem recursos adequados acessíveis, combinado com a tarefa de desenvolver a comunidade em geral, demonstra a grande importância dos professores perante a comunidade.

Durante seu treinamento, os estudantes realçam suas habilidades de cooperação e organização, e participam de experiências inestimáveis para o professor que está se formando. Na vila, o professor precisará  construir fortes alianças com os pais, autoridades locais, vizinhos, etc. O professor será capaz de fazer uso de suas indicações para um bom professor: a habilidade de ver, de desenvolver e de usar o melhor em cada e toda passoa que vier.

A escola da vila, quando equipada com um bom professor, tem o potencial de ser um pivô para o desenvolvimento de toda a vila. Pois sua atuação não está restrita apenas a ensinar crianças, inclue-se o treinamento em fazendas, desenvolvimento de sistemas de saude e higiene, cuidado com as pessoas vulneráveis na vila e muito mais. A organizada cooperação entre professores e escolas é carregada de pessoas com qualidades individuais, e isso é o que se busca nos estudantes durante o treinamento da Humana People to People.

 

 CHILD AID

Este projeto envolve a melhora na condição de vida de crianças locais, sua relação com o trabalho, família e comunidade.

 

 

Mais da metade das crianças do mundo vivem em absoluta pobreza. Não têm acesso a água tratada, estudos ou boa alimentação, aumentando cada vez mais o grau de mortalidade. Na Africa Subsaariana por exemplo, 1 em cada 5 crianças morre antes de completar cinco anos.

Muitas são as necessidades para assegurar uma boa vida para as próximas gerações, como saúde e educação, protegidos pelos direitos básicos humanos; além da habilidade e oportunidade de ser ativo política, social, cultural e economicamente dentro da sociedade.

Os projetos da Child Aid começaram em 1990. Hoje são mais de vinte projetos envolvendo mais de 500.000 pessoas. Child Aid direciona-se para as famílias em uma área e mobiliza-os a tomar parte de ideiais através de seus próprios caminhos. Passo a passo eles são capazes de mudar suas condições – capacitando-os a se reconstruírem e se auto-ajudarem. Child Aid trabalha com 10 linhas de desenvolvimento. Oito são similares em todos os projetos Child Aid, e dois são localmente identificados. Cada linha do projeto tem muitas diferentes atividades, criando e implementando ajustes para as condições locais.

As oito linhas de trabalho da Chil Aid são:

1) Reforcar a economia da família;

2) Saúde e Higiene – segundo a HOPE;

3) Pré-escolas;

4) Criancas ativas politica, cultural e economicamente dentro da socieadade;

5) Crianças sem pais;

6) Educação;

7) Desenvolvimento do Distrito;

8) Meio Ambiente.

 

 

HOPE

 

 O projeto HOPE consiste em dar suporte e motivação a pessoas com HIV/AIDS, de forma a melhorar e prolongar sua vida. Ao mesmo tempo, incentiva a ação das pessoas na luta contra a doença, providenciando testes de HIV/AIDS, diagnósticos e realizando seminários/workshops nas escolas e comunidades.

 

 

TCE

O programa TCE (Total Controle Epidêmico) é um movimento de mobilização em massa da comunidade. Instrutores de Desenvolvimento da TCE são envolvidos em treinamento em Campos Oficiais e mobilizam a comunidade para eventos de ensino. Agem especificamente em cada caso propagando conhecimento sobre o tema, que varia entre informacões sobre sistema himunológico e receitas simples de baixo custo e alta proteína alimentar. No programa TCE, os voluntários auxiliam ao máximo toda a comunidade.

 

53.1 milhões de pessoas foram infectadas pelo HIV/AIDS no mundo e 26 milhões vivem na África Subsaariana.

Existem 12 milhões de crianças na África que perderam um ou ambos os pais devido a AIDS.

No Zimbabwe, a cada 5 minutos um jovem entre os 15 e 24 anos de idade é infectado.

 

É sabido que o HIV/AIDS pode ser evitado através da educação. As pessoas poderão combater esta epidemia quando tiverem o conhecimento adequado relativamente a uma sexualidade segura, ao rastreio da doença, utilização de seringas esterilizadas e um comportamento adequado.

O “Total Controle de Epidemia” (TCE) é um programa criado pela Humana People to People em 2000 para a luta contra o HIV/AIDS. O princípio do TCE é que «só as pessoas podem se libertar da epidemia». Este programa foi concebido para mobilizar e colocar as pessoas em ação, para que ELAS tomem controle do HIV/AIDS e se ajudem mutuamente a lidar com as consequências. Este Programa necessita de estrutura e liderança, pois é organizado como uma batalha militar.

Cada país é dividido em pequenas unidades geográficas chamadas – terrenos. Em cada terreno o oficial do TCE, os voluntários locais e os instrutores de desenvolvimento fazem campanhas e juntam esforços para mobilizar a população na luta contra a epidemia até estar controlada.

O papel de cada voluntário como “Forças Especiais”, é dar formação aos oficiais de terreno do TCE e dar assistência na lideraça do programa. As principais áreas de intervenção são:

  • Instruir sobre o HIV/AIDS;
  • Assegurar a operação do TCE na área em que está trabalhando;
  • Mobilizar e ajudar os voluntários locais a desenvolver seu trabalho comunitário;
  • Trabalhar de forma a garantir fundos para o programa através de parcerias de desenvolvimento;
  • Encorajar a comunidade a trabalhar em prol de si e do próximo;
  • Desenvolver contatos na área;
  • Recolher e tratar dados estatísticamente;
  • Fornecer suporte para pessoas que estão infectadas pela doença, e buscar, dentro da própria comunidade, ajuda efetiva e duradoura.

Bom… acho que agora eu consegui explicar melhor o que eu vou fazer…

Claro que junto com tudo isso terei a minha máquina como companheira e tentarei sempre que possível registrar esse trabalho…

Por hoje é sópessoal…

até a próxima

OBS: mala pronta…

Os centros HOPE são centros de recursos locais baseados na comunidade. Voluntários realizam testes de HIV/AIDS e apresentam as formas de proteção para a população.

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